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‘As dificuldades que minha família enfrentou me influenciam muito’, diz filho de diarista da Baixada eleito nos EUA

Rio de Janeiro 06/11/2026 às 08:00
‘As dificuldades que minha família enfrentou me influenciam muito’, diz filho de diarista da Baixada eleito nos EUA
]]> Aos 14 anos, Felipe Sousa-Lazaballet deixou a casa da família, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e embarcou sozinho para Miami, nos Estados Unidos. Não falava inglês, não tinha documentação migratória e levava consigo a promessa de estudar, conseguir um emprego e ajudar a mãe, Francisca Neide Sousa, que criou os três filhos sozinha trabalhando como diarista. Quase 25 anos depois, a trajetória iniciada ainda na adolescência o levou à Câmara dos Representantes da Flórida. Eleito nas eleições de meio de mandato americanas, as chamadas midterms, Felipe se tornou o primeiro brasileiro a conquistar uma cadeira no Legislativo estadual do país. Polícia pede prisão de PM suspeito de morte de turista paulista assassinado durante viagem ao Rio Polícia procura traficante da Penha que organizou invasão em comunidades de Volta Redonda, no Sul Fluminense Em entrevista ao GLOBO, o democrata atribuiu parte de sua atuação política às dificuldades enfrentadas pela família e à experiência de crescer em uma realidade em que, apesar do esforço, nem sempre era possível ter acesso a condições básicas de vida. — As dificuldades que a minha família sofreu me influenciam muito, mas também me fazem entender o quão difícil é viver como uma pessoa que trabalha muito, mas não consegue conquistar o mínimo para viver uma vida digna — disse Lazaballet. Felipe Sousa-Lazaballet, eleito deputado estadual pela Flórida Felipe for Florida A disposição para cobrar mudanças, segundo a mãe, já aparecia na infância. Ainda menino, inconformado com a falta de água e luz na região onde morava, Felipe passou três dias escrevendo uma carta ao prefeito de Duque de Caxias. Quando soube que o político visitaria sua escola, a Municipal Rotary, em Santa Cruz da Serra, colocou o documento no bolso dele e pediu que o lesse depois. A carta não foi um episódio isolado. Antes de se mudar para a Baixada, a família viveu em Botafogo, na Zona Sul do Rio, onde Felipe era chamado de “presidente” pelos moradores do prédio. Mesmo antes de aprender a ler e escrever, já demonstrava vontade de liderar. — Ele não sabia ler nem escrever, mas já tinha vontades. Eu falava assim: "O que você quer ser quando crescer?" Ele…
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