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Artrite reumatoide: mesmo com inflamação controlada, pacientes podem sofrer com dor e fadiga

Destaques 19/10/2026 às 06:00
Artrite reumatoide: mesmo com inflamação controlada, pacientes podem sofrer com dor e fadiga
]]> A artrite melhora, mas a vida das mulheres nem sempre volta ao normal Adobe Stock As articulações estão menos inflamadas. Os índices usados para acompanhar a artrite reumatoide mostram que o tratamento está funcionando e que a doença pode estar sob controle. Mas a vida nem sempre acompanha essa melhora. Na consulta, a paciente conta que continua cansada, sente dor, deixou de sair com os amigos, tem dificuldade para trabalhar ou não consegue fazer algumas coisas que antes faziam parte da rotina. Por isso, não basta saber se a inflamação diminuiu. Também importa perguntar o quanto a vida da pessoa voltou ao normal. Um estudo brasileiro, publicado recentemente na revista científica BMJ Open, ajuda a entender essa diferença. A pesquisa analisou 1.079 pessoas com artrite reumatoide acompanhadas em 11 centros públicos especializados do país. Uma das autoras é a reumatologista Licia Mota, do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), que também assina este artigo. Entre os fatores avaliados, a dificuldade para realizar atividades do dia a dia foi o que teve a relação mais forte com pior qualidade de vida, tanto física quanto mental. Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Agora no g1 A saúde emocional das mulheres merece atenção A artrite reumatoide é uma doença autoimune crônica que atinge as articulações e pode provocar dor, rigidez, inchaço, fadiga e perda de função. No estudo, as mulheres representavam 89,4% dos participantes. Mesmo depois de considerados diversos outros fatores, ser mulher continuou associado ao pior resultado na dimensão mental da qualidade de vida. Os participantes foram avaliados em um único momento. Portanto, o estudo mostra uma associação, mas não permite dizer que ser mulher seja a causa dessa diferença nem explicar por que ela ocorreu. Possíveis fatores biológicos, clínicos e sociais podem estar envolvidos, mas não foram investigados. Ainda assim, o resultado remete a uma pergunta que não deveria ficar fora da consulta: como está a saúde emocional dessa mulher depois que a artrite entrou na vida dela? Fazer não significa voltar a fazer como antes Uma mulher pode continuar trabalhando, cuidando da casa, resolvendo problemas e…
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