Artista indígena, Posada conecta sons da Amazônia e da América Latina entre carimbó, cumbia, reggae e dancehall
Destaques27/09/2026 às 18:24
]]> Artista indígena Posada Igor de Paula Pegar uma bicicleta e percorrer lugares da juventude pelas ruas de Belém: a Matinha, o reggae de São Brás, a Feira do Açaí, o rio Guamá e o Combu. É desse percurso afetivo e festivo que nasce o clipe de “Madrugada”, que a artista indígena Posada lança neste domingo (27), no YouTube. Com raízes familiares colombianas e uma trajetória entre o Sul e o Norte do Brasil, a compositora, DJ e produtora faz da ancestralidade, da memória e do pertencimento pontos de partida para uma música que aproxima Amazônia e América Latina. “Madrugada” é o primeiro clipe de “Flecha Envenenada”, álbum de estreia de Posada, lançado este ano. Nas oito faixas, carimbó, brega e côco convivem com reggae, dancehall, hip hop, bullerengue, cumbia, bolero e reggaeton, revelando uma formação musical construída entre diferentes territórios. “Flecha Envenenada”, álbum de estreia de Posada, lançado este ano. Divulgação A ancestralidade indígena ocupa um lugar central nessa construção. Para Posada, falar de identidade também significa enfrentar os estereótipos sobre quem pode ser reconhecido como indígena. “Eu sempre fui colocada num espaço em que as pessoas questionavam meu pertencimento étnico porque eu não correspondia a um estereótipo do que é ser indígena”, afirma. Esse olhar também aparece na maneira como a artista pensa a presença indígena no mundo contemporâneo. Para ela, tradição e vida urbana não estão em lados opostos. “Nós, povos indígenas, não somos povos do passado. Somos povos com uma tradição riquíssima, complexa, diversa e somos povos que também estão construindo presente e futuro.” Belém da memória É em Belém que parte desse universo ganha agora imagens. Posada lança “Madrugada”, primeiro clipe de “Flecha Envenenada”. Dirigido por Guimarães Neto e realizado de forma independente, o vídeo recupera lugares e percursos ligados à adolescência da artista na capital paraense. A narrativa começa na Matinha, onde estão referências familiares de Posada, e segue de bicicleta pela cidade. O trajeto passa por São Brás, Nando Vinil e Feira do Açaí antes de chegar às margens do rio Guamá e ao Combu. A bicicleta também vem dessa memória pessoal, como uma…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.