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Argentina identifica restos mortais de oito desaparecidos da ditadura

Destaques 23/10/2026 às 19:26
Argentina identifica restos mortais de oito desaparecidos da ditadura
]]> Familiares seguram cartazes com a imagem de Pascual Delfin Ludena, uma das oito vítimas identificadas a partir de restos mortais encontrados em uma vala comum CESAR HEREDIA/AFP A Justiça da província argentina de Córdoba anunciou nesta sexta-feira (23) a identificação de oito desaparecidos da ditadura, cujos restos mortais foram recuperados de uma vala comum, elevando para 38 o número de vítimas identificadas no local desde setembro de 2025. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Trata-se do local conhecido como Loma del Torito, um terreno do Exército argentino anexo à área onde funcionou, até 1978, o centro clandestino de detenção e extermínio de La Perla. Estima-se que entre 2.200 e 2.500 pessoas tenham sido torturadas e assassinadas no local durante a ditadura civil-militar (1976-1983), que deixou cerca de 30 mil desaparecidos, segundo organizações de direitos humanos. O trabalho da Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF) permitiu recuperar centenas de fragmentos ósseos de um número indeterminado de vítimas. O juiz Hugo Vaca Narvaja divulgou a identidade de quatro mulheres e quatro homens durante uma entrevista coletiva emocionante, ao lado de familiares das vítimas, que relataram suas histórias e as circunstâncias dos sequestros ocorridos em 1976. Agora no g1 A Justiça considera que os militares transferiram os restos mortais de outros locais em 1979 para ocultar provas antes de uma inspeção realizada naquele ano pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, motivada por denúncias da comunidade internacional. Os identificados são Néstor Acosta, Pascual Ludueña, Claudio Nardini, Cecilia Pessina de Ávila, Mónica Protti de Guillén, Mercedes del Valle Ramírez, María Luisa Salto e Juan Carlos Soulier. "Isso mudou tudo, já não preciso provar que ela desapareceu, o osso fala", disse Graciela Pessina, irmã de Cecilia, psicóloga sequestrada aos 28 anos, em 13 de agosto de 1976. A identificação foi possível graças a um osso de sua mão, "com a qual Cecilia escreveu contos na adolescência, desenvolveu trabalhos estudantis, tocou Mozart", afirmou diante de uma sala lotada, onde estavam expostas fotografias de desaparecidos. Rosa…
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