Após sofrer racismo, empreendedor cria plataforma de turismo que fatura R$ 4 milhões por ano
Destaques16/10/2026 às 05:00
]]> Afroturismo transforma cultura e história em negócio Uma caminhada pelo centro histórico de Florianópolis, Santa Catarina, revela uma cidade que vai além dos cartões-postais. Durante o percurso, a guia de turismo e turismóloga Bia Pimentel apresenta aos visitantes histórias e personagens negros que ajudaram a construir a capital catarinense, mas que muitas vezes ficaram fora dos roteiros tradicionais. A experiência faz parte de um mercado em expansão: o afroturismo. O segmento reúne iniciativas que valorizam a história, a cultura e a ancestralidade negra por meio de passeios, hospedagens, eventos e experiências culturais. No caso da caminhada conduzida por Bia, o passeio custa R$ 130 por pessoa e pode ser reservado por uma plataforma que conecta turistas a empreendedores do setor em todo o Brasil. A ideia surgiu há dez anos, depois que o empresário Carlos Humberto enfrentou situações de discriminação durante viagens e até mesmo dentro do próprio imóvel, que alugava para turistas. Plataforma de afroturismo conecta viajantes à cultura negra e fatura R$ 4 milhões por ano Reprodução/PEGN Em uma das experiências, ele conta que um casal se recusou a se hospedar no local ao descobrir que o anfitrião era negro. "Eu entendi ali não como uma dor, mas como uma oportunidade de olhar para o mercado do turismo de uma maneira a revisitar a experiência de oferta e de qualificação", afirma. A partir dessa percepção, Carlos reuniu sócios e criou uma plataforma voltada à promoção de experiências ligadas à cultura negra. O projeto cresceu e hoje reúne mais de 800 fornecedores cadastrados, com atividades em 145 cidades e alcance internacional. "O afroturismo é o mercado econômico dentro do turismo, desenvolvido por e com a população negra, mas que não é exclusivo para a população negra. Pelo contrário: são empreendedores negros que desenvolvem negócios de turismo, e é um mercado que se abre a qualquer pessoa", diz o fundador. O modelo funciona como um marketplace. Guias, produtores culturais, hospedagens e operadores turísticos anunciam seus serviços na plataforma, enquanto a empresa realiza a curadoria das experiências e recebe uma comissão sobre as vendas. Segundo Haroldo…
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