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Após fracasso eleitoral, Trump dobra a aposta na radicalização

Destaques 08/11/2026 às 13:46
Após fracasso eleitoral, Trump dobra a aposta na radicalização
]]> Stephen Miller conversa com repórteres em Washington. Kent Nishimura/Reuters Se o terremoto eleitoral que devastou o Partido Republicano na última terça-feira expressou a contundente rejeição dos americanos ao governo Trump, o presidente preferiu tomar a direção oposta à da conciliação, ao nomear Stephen Miller para o cargo de chefe de gabinete da Casa Branca. Como mentor da política repressora da caça e da deportação de imigrantes, ele sinaliza a radicalização do governo nos próximos dois anos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A promoção de Miller a um dos postos mais poderosos do círculo presidencial, no lugar de Susan Wiles, indica a etapa final do segundo mandato marcada por uma profusão de decretos, vetos e intensos confrontos com a oposição democrata que dominará o Congresso. Como observou o congressista Robert Garcia, Trump optou por redobrar a aposta, mesmo após a reprovação do eleitorado americano. “Trump não aprendeu nada com a sua derrota histórica. Stephen Miller é o arquiteto das políticas mais bárbaras e desumanas deste governo. Ele não poderia ter feito escolha pior”, reagiu o atual líder da minoria no Senado Chuck Schumer. Trump convida presidente do UFC para porta-voz da Casa Branca O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, qualificou o novo chefe de gabinete como “um xenófobo perigoso e um extremista imprudente que tem sangue americano nas mãos”. O desagrado democrata a Miller tem antecedentes: seu nome tornou-se sinônimo da agenda repressora à imigração, ao estabelecer uma meta de 3 mil prisões diárias, abrangendo os estrangeiros que estejam em situação irregular e não apenas os que têm acusações criminais. Miller foi ferrenho defensor da guerra declarada ao Irã, também apontada como um dos motivos que levaram ao fracasso eleitoral dos republicanos “Vivemos num mundo real que é governado pela força e pelo poder. Ninguém irá travar militarmente os Estados Unidos”, declarou ele em janeiro, logo após a operação militar dos EUA na Venezuela, que capturou o ex-ditador Nicolás Maduro em Caracas. Na época, o então vice-chefe de gabinete antevia uma ação militar americana para tomar o controle da Groenlândia. Aos 41…
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