Após enchentes no RS, empreendedores deixam cafeterias para trás e apostam em café gelado em lata
Destaques18/10/2026 às 05:00
]]> Empreendedores reinventam o café para conquistar clientes As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 mudaram completamente os planos dos empreendedores César Mincato e Thiago Fiamengui. Com as duas cafeterias fechadas durante a tragédia, os sócios decidiram acelerar um projeto que até então era interno: a produção de café gelado em lata. A iniciativa deu origem a uma marca especializada em bebidas funcionais à base de café especial. "Foi quando a gente tirou a ideia que era um projeto interno da cafeteria das bebidas em lata e acabou transformando todo o negócio para essa nova lógica", afirma Thiago Fiamengui. A mudança levou os empreendedores a deixarem o setor de serviços para apostar em um produto próprio. Antes do lançamento, a dupla estudou tendências em mercados como Ásia, Estados Unidos e Oriente Médio, onde o consumo de café gelado cresce ano após ano. Após enchentes no RS, sócios fecham cafeterias e criam marca de café gelado em lata Reprodução/PEGN No Brasil, porém, a aposta ainda é considerada arriscada. "É uma aposta ousada. Dá trabalho e tem passos para frente, para o lado e para trás. Mas é preciso ter confiança naquilo que está fazendo", diz César Mincato. O café utilizado na bebida é produzido em Cachoeira de Minas, na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. O grão foi selecionado em conjunto com o produtor para atender ao perfil sensorial desejado pela empresa. Diferentemente do café tradicional, a bebida passa por um processo de extração a frio que leva cerca de 14 horas. Segundo os sócios, o resultado é um produto com menos acidez e amargor e maior teor de cafeína. Após enchentes no RS, sócios fecham cafeterias e criam marca de café gelado em lata Reprodução/PEGN Para colocar a operação em pé, os empreendedores investiram R$ 500 mil. Atualmente, a produção é feita em lotes de 3 mil a 4 mil litros, o equivalente a até 15 mil latas por vez. A empresa começou a produzir em 2025 e hoje está presente em cerca de 100 pontos de venda da Região Sul. O negócio faturou R$ 220 mil no início da operação e a expectativa é alcançar R$ 900 mil em 2026. Disponível nas versões tradicional e limão-siciliano, a bebida ainda enfrenta o desafio de…
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