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Jovem Rio News

Após denúncia de 'parede falsa', PF encontra sala-cofre em hangar de empresa de aviação de Willer Tomaz

Mundo 21/10/2026 às 23:19
Após denúncia de 'parede falsa', PF encontra sala-cofre em hangar de empresa de aviação de Willer Tomaz
]]> Agentes da Polícia Federal afirmaram ter identificado uma "sala-cofre" destinada a guardar valores em espécie em um dos hangares utilizados por empresas de aviação do advogado Willer Tomaz, amigo do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL). Em um relatório, a PF escreveu que não encontrou dinheiro no local, mas achou malas vazias, uma máquina de contagem de cédulas e "estrutura interna gradeada e compartimentada, típica de ambiente destinado à custódia de valores". Os policiais chegaram ao local após receberem uma denúncia anônima sobre a existência de uma parede falsa no hangar, que fica no aeroporto internacional de Brasília. A ação ocorreu em agosto deste ano, quando a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de Willer no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um suposto esquema de descontos indevidos do INSS. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelos jornais O Globo e EXTRA. Segundo a PF, o achado justificaria o "aprofundamento das investigações". "A diligência complementar, portanto, confirmou a existência de estrutura especialmente concebida para armazenamento de valores nas instalações da Direção Táxi Aéreo, circunstância compatível, em tese, com os elementos investigativos relacionados à movimentação de numerário em espécie mediante utilização de aeronaves privadas. A ausência de dinheiro no momento da inspeção não afasta a relevância dos vestígios materiais encontrados, que serão submetidos aos exames periciais e às demais análises necessárias ao aprofundamento da investigação", diz o relatório da PF. Procurada, a assessoria de Willer afirmou que a existência da "sala-cofre" e os "equipamentos instalados no hangar" não são indícios de irregularidade, uma vez que o local atende transportadoras de valores, que são clientes da companhia de aviação. Por meio de sua assessoria, o advogado ainda afirmou que a "insinuação" da PF de que o local era utilizado para "armazenar ou contar dinheiro de origem ilícita" é "fantasiosa e beira o ridículo". "Causa perplexidade que a própria Polícia Federal, responsável pela fiscalização do setor de segurança privada, pretenda transformar equipamentos associados a…
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