Após 13 anos, empresário condenado por morte de jovem atropelado expõe vontade de abrir loja quando sair da prisão
Destaques26/09/2026 às 21:39
]]> Após 13 anos, empresário que causou morte de jovem quer abrir loja quando deixar prisão O empresário Alexsandro Ichisato de Azevedo, condenado pelo atropelamento e morte do estudante Marcos Delefrate durante as manifestações de 2013 em Ribeirão Preto (SP), afirmou a avaliadores técnicos que pretende abrir uma loja de compra e venda de veículos ou atuar na construção civil quando deixar a prisão. "Pretende retornar ao convívio dos familiares em Ribeirão Preto, recomeçar com loja de compra e venda de veículos ou na construção civil", afirmou a assistente social no documento. A declaração consta no relatório de uma assistente social que integrou a equipe responsável pela avaliação do condenado, realizada após quase um ano de espera do réu. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Os exames foram feitos na Penitenciária Compacta de Tupi Paulista (SP), onde Ichisato cumpre pena de prisão por homicídio duplamente qualificado e por quatro tentativas de homicídio qualificado - por ferir outros manifestantes. Os laudos são obrigatórios para sustentar a progressão para o regime semiaberto solicitada pelo réu, que já cumpriu 13 anos de prisão, mais de dois terços da pena total de 18 anos, e tem direito ao benefício, caso apresente bom comportamento. Em meio à discussões jurídicas sobre a necessidade dos exames e devido à demanda de avaliações pendentes no sistema prisional, os exames foram solicitados em setembro de 2025 pela defesa de Ichisato e apenas foram autorizados em abril deste ano, com realização efetiva apenas em 24 de agosto. Alexsandro Ichisato de Azevedo é acusado de atropelar e matar o estudante Marcos Delefrate durante protesto em junho de 2013 em Ribeirão Preto Reprodução/EPTV O pedido ainda depende de análise e decisão da Justiça, mas, em parecer emitido em 18 de setembro, o Ministério Público se posicionou contrário ao benefício. Apesar de os laudos apontarem boa conduta de Ichisato na prisão, o promotor Lincoln Gakiya se baseou na gravidade do crime cometido em 2013, faltas disciplinares em 2022 e um eventual risco de fuga diante da pena restante até 2031. A defesa de Ichisato, por sua vez, considerou o parecer da Promotoria desmedido…
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