Apartamentos compactos: Londrina entra no movimento nacional
Destaques16/10/2026 às 18:11
]]> Os apartamentos compactos avançam no mercado imobiliário brasileiro em um movimento que já extrapolou as demandas das grandes capitais e alcança cidades médias com grande circulação de estudantes, profissionais especializados e visitantes de negócios. No Brasil, foram vendidas 426.260 unidades residenciais em 2025 (monitoradas pelos Indicadores Imobiliários Nacionais), um recorde da série histórica. Cerca de metade das famílias brasileiras com renda acima de R$ 2,5 mil (49%) pretende comprar um imóvel nos próximos 24 meses, segundo pesquisa da Abrainc. Dentro desse ciclo, o compacto se tornou protagonista no Paraná. Em Curitiba, os studios e unidades de um dormitório responderam por quase 70% dos 1.863 apartamentos verticais lançados no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento da BRAIN Inteligência Estratégica para a ADEMI-PR, apresentada em parceria com o Secovi-PR. E esta escolha pelos compactos passa por alguns motivos: a necessidade de praticidade, a opção por otimizar o orçamento, mudanças na estrutura familiar, além da rentabilidade dos compactos e a perspectiva de valorização, que são fatores atrativos para investidores. Os indicadores nacionais dimensionam o interesse pelo segmento. O Índice FipeZap aponta que apartamentos de um dormitório lideram tanto a valorização de venda no país em 12 meses, com alta de 7,29%, quanto o preço de locação por metro quadrado - que passa de R$ 72, sendo 30% a mais que os imóveis com mais dormitórios. Londrina reúne características que levam a esta tendência. A cidade fechou 2024 com um VGV (Valor Geral de Venda) de R$ 3,3 bilhões em lançamentos. O município também reúne uma população de 25 mil estudantes universitários, público que alimenta a procura por imóveis próximos a centros de ensino. O presidente do Sinduscon Norte do Paraná, Sandro Nóbrega, explica que novos públicos estão interessados em compactos. “Hoje quem procura este formato de imóvel são também idosos, pessoas sozinhas e quem vem a trabalho de outros municípios”, ressalta Nóbrega. Londrina cria cerca de 6.500 novas vagas de trabalho anualmente. Novos polos de emprego estão na área da saúde, com novos complexos hospitalares, e no setor de…
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