Antes de execução frustrada de Pike, paciente sobreviveu a dose letal de pentobarbital
Destaques02/10/2026 às 07:00
]]> Christa Pike quando foi sentenciada, em 1996, e em mugshot de 2023 Foto 1: WBIR-TV via AP / Foto 2: TDOC via AP Christa Pike, condenada à morte por assassinato, deveria ter sido executada nesta quarta-feira (30), no Tennessee, nos Estados Unidos. Ela recebeu duas aplicações de pentobarbital, barbitúrico que, em doses altas, provoca coma e, em seguida, a parada da respiração e do coração. Mesmo assim, continuou respirando e foi levada a um hospital. Sobreviver à droga em dose letal é raro. Segundo o Death Penalty Information Center, outras sete pessoas já sobreviveram a execuções malsucedidas no país, mas ninguém havia continuado vivo depois de receber as drogas. Apesar de raro, o caso não é novidade. O g1 teve acesso a um relato de caso médico que documenta um paciente que sobreviveu ao pentobarbital. Em agosto de 2018, médicos australianos publicaram no Journal of Medical Toxicology, revista científica de toxicologia clínica, o relato de um homem que resistiu a uma intoxicação pela droga em dose considerada letal. Ele teve parada cardíaca e passou cinco dias em um coma tão profundo que os médicos chegaram a discutir o diagnóstico de morte encefálica. Ainda assim, conseguiu se recuperar sem sequelas neurológicas. O que neurologistas ouvidos pela reportagem explicam é que os casos são raros e podem ter relação com reações metabólicas ou resistência à substância. Vídeo mostra Christa Pike, que sobreviveu à injeção letal, durante julgamento em 1996 Como o paciente resistiu à dose letal? Segundo o relato dos médicos, o paciente sofreu uma intoxicação e conseguiu pedir por ajuda dez minutos depois de ter tomado pentobarbital. A equipe de resgate chegou por volta de 20 minutos após a ingestão e o encontrou em parada cardiorrespiratória -- reação esperada com a substância -- com atividade elétrica sem pulso. Nesse quadro, o coração ainda emite sinais elétricos, mas não bombeia sangue. Foram necessários dez minutos de reanimação e duas doses de adrenalina para a circulação voltar. No pronto-socorro, a avaliação médica mostrou que ele tinha a pontuação mínima na escala de Glasgow, que mede o nível de consciência. Não havia reflexos do tronco encefálico, região que…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.