Amazonas mantém histórico de 'cravar' todos os presidentes eleitos desde 1989; cientista político explica
Destaques27/10/2026 às 03:00
]]> Lula vence em 57 municípios do Amazonas; Flávio ganha em Manaus e outras quatro cidades Com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial, o Amazonas manteve uma tradição que já dura quase quatro décadas: desde a redemocratização, em 1989, o candidato à presidência da República mais votado no estado é eleito. O padrão se repetiu no segundo turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (25). No Amazonas, Lula recebeu 54,02% dos votos válidos, contra 45,98% de Flávio Bolsonaro (PL). Para tentar entender a coincidência, que também ocorre com o estado de Minas Gerais, o g1 conversou com o cientista político Helso Ribeiro, que analisou o cenário local e identificou fatores que podem ajudar a explicar o comportamento do estado. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Interior tende a apoiar o PT e Manaus se mantém a centro-direita Segundo Helso, o interior do Amazonas tem uma tendência de apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Partido dos Trabalhadores (PT), enquanto Manaus apresenta maior propensão a votar em candidaturas de centro e centro-direita. Lula venceu a disputa em 57 dos 62 municípios amazonenses. A maior votação proporcional no Amazonas do presidente eleito ocorreu em Barreirinha, onde recebeu 90,90% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 9,10%. O petista também teve votações expressivas em Boa Vista do Ramos, com 86,92%, em Maués, com 83,64%, e em São Paulo de Olivença, onde recebeu 83,42% dos votos válidos. Na capital amazonense, o candidato do PL recebeu 55,83% dos votos, contra 44,17% de Lula. Em relação ao primeiro turno, Flávio teve um aumento de 2,50% na votação, enquanto o petista registrou crescimento de 18,54%. Apuí foi o município com o melhor desempenho proporcional de Flávio Bolsonaro no estado. Ele obteve 72,55% dos votos válidos, contra 27,35% de Lula. Flávio também foi o mais votado em Guajará, Boca do Acre e Humaitá. Para Ribeiro, a diferença entre o comportamento eleitoral da capital e o do interior é uma característica importante para compreender os resultados no estado. Ele também pondera que a coincidência entre a votação amazonense e o resultado nacional precisa ser…
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