Alzheimer: estudo identifica ondas cerebrais que podem ajudar a prever risco da doença
Destaques21/10/2026 às 06:00
]]> Alzheimer: estudo identifica ondas cerebrais que podem ajudar a prever risco da doença Adobe Stock A atividade cerebral é caracterizada por ondas elétricas que podem ser registradas na superfície do crânio por meio de um exame chamado eletroencefalograma (EEG). A amplitude e a frequência dessas ondas variam conforme as tarefas realizadas. No Instituto do Cérebro do Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris, uma equipe de pesquisadores estuda o papel dessas ondas nos mecanismos cognitivos dos adultos, especialmente aqueles relacionados à atenção. Nos últimos anos, pesquisadores descobriram que ondas lentas, semelhantes às observadas durante o sono, também podem ser detectadas quando a pessoa está acordada. Os neurocientistas Thomas Andrillon e Delphine Oudiette, que trabalham no instituto parisiense, utilizaram essas informações como ponto de partida para um projeto que investiga uma possível relação entre essas ondas e o risco de desenvolver demência ou doença de Alzheimer no futuro. As pesquisas abrem caminho para a identificação de um fator preditivo da doença, com o objetivo de antecipar diagnósticos e retardar o aparecimento dos sintomas. Em estado de vigília, a atividade dessas ondas lentas costuma aumentar após um esforço cognitivo ou durante tarefas que exigem alta concentração. Elas também são mais frequentes quando há privação de sono e lapsos de atenção. Pierre Champetier, pesquisador do Instituto do Cérebro e primeiro autor de um dos estudos, explica que neurônios de determinadas regiões cerebrais sincronizam sua atividade, de forma semelhante ao que ocorre durante o sono, mesmo quando a pessoa está acordada. Segundo ele, essa observação pode ser importante para compreender melhor a doença de Alzheimer. Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Agora no g1 "Além dos problemas de memória, pacientes com doenças neurodegenerativas frequentemente apresentam déficits de atenção e distúrbios do sono", explica. "O descanso costuma ser mais fragmentado, e diferentes fases do sono são alteradas, em especial o sono REM (Rapid Eyes Mouvement) e as ondas lentas características do sono profundo. Há cerca de quinze anos, diversos estudos sugerem que essas ondas…
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