Aliados de Flávio relatam clima de tensão durante apuração e reunião reservada de senador com advogados após virada de Lula
Rio de Janeiro26/10/2026 às 00:50
]]> A virada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mudou o clima de confiança que inicialmente tomava o local onde Flávio Bolsonaro (PL) acompanhava a apuração dos votos, em uma casa onde funciona o Quartel-General da campanha, no Lago Sul, em Brasília. Apreensão aumentou quando o petista assumiu a dianteira, com cerca de 80% das urnas apuradas. Diante dos números, o senador deixou o espaço onde acompanhava a contagem em um telão e se reuniu reservadamente com integrantes da cúpula da campanha, entre eles o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a advogada Maria Claudia Bucchianeri. A movimentação ocorreu na casa do advogado Vicente Santini, amigo pessoal de Flávio e eleito primeiro suplente na chapa de Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado. O local havia sido escolhido para reunir familiares, amigos e aliados do candidato durante a apuração. Até a virada de Lula, os presentes acompanhavam juntos os números exibidos no telão, em meio a conversas sobre as possibilidades de vitória. Segundo pessoas que acompanhavam a movimentação, a mudança de ambiente foi imediata. Flávio se retirou para uma sala reservada acompanhado de integrantes da equipe política, senadores eleitos e advogados. O grupo permanecia reunido até por volta das 21h15, enquanto os demais convidados continuavam acompanhando a apuração. Nos bastidores, aliados avaliam que a reunião servirá para discutir os próximos passos diante do resultado eleitoral. A presença de Bucchianeri ocorre em meio à insatisfação da campanha com a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário de votação. Ainda não há confirmação de que o grupo esteja preparando alguma medida judicial para questionar o resultado. A irritação com a decisão já vinha sendo manifestada por integrantes do grupo político de Flávio ao longo da tarde. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), questionou o fato de o pedido de prorrogação ter sido apresentado a Zanin, que atuou como advogado de Lula. — O rito judicial era que as decisões fossem tomadas pelo TSE. Quando fazem uma petição ao ministro Zanin, causa…
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