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Aliados de Flávio Bolsonaro atribuem derrota nas urnas a 'salto alto', estratégia errática contra Lula e fator Marçal

Rio de Janeiro 27/10/2026 às 11:40
Aliados de Flávio Bolsonaro atribuem derrota nas urnas a 'salto alto', estratégia errática contra Lula e fator Marçal
]]> A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno abriu uma busca por culpados entre integrantes da campanha e aliados do senador. Interlocutores apontam uma sequência de erros que, na avaliação deles, comprometeram a candidatura, desde o excesso de confiança na reta final até a estratégia de confronto com o petista, a distribuição de lideranças pelos estados e a participação de Pablo Marçal na preparação para os debates. A reação de Flávio ao resultado, com o anúncio de uma contestação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também passou a ser alvo de críticas. Um dos principais questionamentos é ao que aliados classificam como "salto alto" da campanha. A avaliação é que Flávio e integrantes de seu entorno passaram a agir como se a vitória estivesse encaminhada, em vez de concentrar esforços na mobilização de eleitores até o último momento. A realização de uma festa antes da definição do resultado é citada como exemplo desse excesso de confiança. A estratégia adotada para enfrentar Lula também é contestada. Na avaliação de integrantes da campanha, Flávio buscou se apresentar como um candidato moderado, mas acabou concordando excessivamente com o adversário, sobretudo ao prometer manter benefícios e políticas públicas do atual governo. Para esses interlocutores, faltou ao senador marcar diferenças mais claras em relação ao petista e explorar com maior intensidade as críticas às medidas econômicas anunciadas na reta final da disputa. Um integrante da campanha chegou a ironizar que, de tanto repetir compromissos assumidos por Lula, Flávio parecia estar fazendo campanha para o número 13, do PT. Na avaliação desse grupo, o senador deveria ter adotado um discurso mais próximo ao do pai, Jair Bolsonaro, acusando o governo de utilizar benefícios e medidas econômicas para conquistar votos, em vez de apenas assegurar que manteria as iniciativas. Outro foco de insatisfação é a distribuição dos principais aliados nos últimos dias da campanha. Interlocutores consideram que foi um erro deslocar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) para agendas no…
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