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Álbum de Adriana Calcanhotto com Arnaldo Antunes, 'Vice-versa' não faz jus aos dois finos estilistas da canção

inicio 22/09/2026 às 16:35
Álbum de Adriana Calcanhotto com Arnaldo Antunes, 'Vice-versa' não faz jus aos dois finos estilistas da canção
]]> Arnaldo Antunes e Adriana Calcanhotto apresentam dez parcerias e regravam música da Timbalada no álbum 'Vice-versa' Leo Aversa / Divulgação ♫ CRÍTICA DE ÁLBUM Título: Vice-versa Artistas: Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes Cotação: ★ ★ ★ ♬ Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes são da mesma tribo. Ambos fazem música em refinado diálogo com a poesia e com as artes plásticas, além de terem livros publicados. São artistas que zelam pela alta qualidade da palavra musical e poética. Por isso mesmo, soa natural um álbum conjunto da artista gaúcha – herdeira das liberdades tropicalistas projetada nacionalmente em 1990 – com o cantor e compositor paulistano revelado em 1982 como integrante do grupo Titãs. Esse álbum, “Vice-versa”, foi lançado sem aviso prévio ao meio-dia de hoje, terça-feira, 22 de setembro, em edição da gravadora Universal Music. O repertório é composto por onze músicas. Dez são parcerias inéditas de Adriana com Arnaldo. A exceção é a sedutora gravação moderninha de “Sorriso livro” (Carlinhos Brown, Denny e Edmundo Carôso, 2006), música lançada há 20 anos pela banda Timbalada no álbum “Alegria original” (2006). Gravado com produção musical de Pupillo, mixado por Guigo Berger e masterizado por Fili Filizzola, o álbum “Vice-versa” chega ao mundo em sincronia com o anúncio de uma turnê conjunta dos artistas, programada para acontecer entre março e abril de 2027 por seis capitais do Brasil. Capa do álbum 'Vice-versa', de Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes Leo Aversa / Divulgação Infelizmente, a safra autoral do álbum “Vice-versa” resulta aquém dos históricos desses criativos artistas que se tornaram parceiros há 20 anos – com a composição da canção “Para lá”, lançada por Arnaldo no álbum “Qualquer” (2006) – e que até já fizeram show juntos em 2024. O repertório do álbum “Vice-versa” está longe de reeditar a verve de Calcanhotto como letrista e tampouco a engenhosidade do jogo de palavras recorrente no cancioneiro de Arnaldo. Falta uma grande canção entre as dez parcerias inéditas dos compositores, ainda que a apaixonada balada “Por ti, por mim, por nós” chegue perto. Aberto com o samba “Também capaz”, sustentado pelo arsenal percussivo disparado…
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