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Alavancada por Ruas, mas com taxa maior de sucesso para Paes, batalha jurídica acirra a eleição do Rio

Rio de Janeiro 03/10/2026 às 10:02
Alavancada por Ruas, mas com taxa maior de sucesso para Paes, batalha jurídica acirra a eleição do Rio
]]> No último dia de propaganda eleitoral gratuita, Douglas Ruas (PL) obteve um minuto de direito de resposta contra uma propaganda de Eduardo Paes (PSD) que, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), ultrapassou os limites da crítica política ao associar o candidato ao crime organizado. A decisão, na reta final da disputa, exemplifica como a judicialização se tornou uma marca da campanha pelo governo do Rio. Enquanto o candidato do PL moveu 123 processos — 84 deles contra o principal rival —, o ex-prefeito do Rio fez 13 pedidos na Justiça Eleitoral mirando Ruas. Eleições no Rio: quantos santinhos é possível pegar em quase 50 dias de campanha de rua? Confira Último dia de horário eleitoral teve bichos à solta: cachorro, gato e... 'papagaios de pirata' Do total de ações listadas pela campanha do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) contra Paes ou sua coligação, que incluem pedidos de direito de resposta por ataques veiculados na televisão e nas redes sociais, apenas 11 tiveram decisões favoráveis. Do lado contrário, a taxa de sucesso foi maior: nove das dez ações movidas contra Ruas já julgadas foram favoráveis ao ex-prefeito — outros três processos ainda aguardam julgamento. A ofensiva jurídica entre Ruas e Paes ocorreu em meio à redução da distância entre os dois candidatos ao longo da campanha. Na última pesquisa Quaest, divulgada na terça-feira, Paes apareceu com 34% das intenções de voto, contra 25% de Ruas. Na rodada anterior, os dois tinham 36% e 23%, respectivamente. A diferença entre os candidatos caiu, portanto, de 13 para nove pontos percentuais em uma semana. Organização criminosa Na decisão que deu direito de resposta a Ruas, assinada na quarta-feira pelo TRE, a Justiça Eleitoral entendeu que os ataques feitos pela campanha Paes não eram apenas um questionamento sobre alianças políticas ou pertencimento a determinado grupo, mas associavam o rival, sem provas, ao crime organizado. A propaganda, exibida em 16 de setembro, dizia que Ruas havia sido eleito “deputado da tropa” do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, preso investigado por ligação com o Comando Vermelho (CV) e descrito como ex-chefão da “quadrilha da Alerj”.…
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