Ajuda de vizinho e torneio em shopping: Fabi revisita origens no vôlei até chegar ao Hall da Fama
Esportes18/10/2026 às 14:49
]]> Bicampeã olímpica Fabi relembra primeiros passos no vôlei De um condomínio em Irajá, bairro cortado pela Avenida Brasil, no Rio, saiu a maior líbero que o mundo viu. Do conjunto de mais de 30 prédios de quatro andares, em que a parte com apartamentos com três quartos é chamada de "zona sul" e os que têm dois de "zona norte", Fabiana Alvim de Oliveira jogou vôlei pela primeira vez na vida. Sob a vista da mãe, Vera, a menina de 12 anos se aventurou na quadra de cimento, cercada por grades, que era o ponto de encontro da turma do esporte. Era a única garota em meio a um grupo de jovens, mais velhos, que costumava praticar o esporte ali. Ao lado, jogava futebol. + Fabi Alvim e Alison "Mamute" entram oficialmente para o Hall da Fama do vôlei Fabi conta como defesa com o pé em Londres 2012 a reconectou com o pai - Meu pai trabalhava o dia inteiro, era taxista. Minha mãe era manicure, trabalhava em casa. Eu gostava muito da rua, gostava muito de estar aqui nessa quadra - relembra Fabi, bicampeã olímpica e nova integrante do Hall da Fama do vôlei, agraciada em cerimônia neste sábado em Holyoke, nos Estados Unidos. - De fato, era só a minha mãe esticar o pescoço do apartamento e ver que eu estava na quadra. Esse lugar (Irajá) é muito familiar para mim. Gostava muito de bola, e o vôlei, depois das Olimpíadas de 1992, foi um boom. Não tinha menina aqui, eu ficava sentada na arquibancada. Uma hora ia chegar minha vez de jogar - completa a ex-moradora do apartamento 301 do bloco 30. + Abre Aspas: Fabi chora ao lembrar defesa com pé e diz que ser líbero é exercício de humildade: "Não faz um ponto" + Fabi Alvim, Alison Cerutti e Ary Graça são selecionados para o Hall da Fama do vôlei em 2026 Marcelo Negão e Fabi na quadra em Irajá onde a líbero começou a jogar Fabio Grijó De início, ficava apenas assistindo e anotando o placar na quadra de Irajá. Até o dia em que Marcelo da Silva, seu ex-vizinho que ainda mora no condomínio, hoje um engenheiro civil de 59 anos, deu a primeira chance. - Ela, com 11, 12 anos, ninguém queria jogar com ela. Eu disse: a Fabi vai jogar comigo. Deixava o restante para tirar o sorteio entre eles, e ela jogava comigo. A gente jogava dupla aqui -…
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