Advogado com AME que ouviu do pai 'se enxerga' usa experiência pessoal para defender pacientes no direito à saúde
inicio21/09/2026 às 09:55
]]> Morador de Sumaré (SP), Jelres Freitas transformou a vivência com a AME em uma trajetória dedicada à advocacia e à luta por acessibilidade Advocacia Freitas Antes de começar a trabalhar, o advogado Jelres Freitas precisa de apoio para realizar tarefas que podem passar despercebidas para a maioria das pessoas. Sentar-se na cadeira, tomar café, se alimentar e se preparar para sair de casa fazem parte de uma rotina que depende do apoio de terceiros. O morador de Sumaré (SP) movimenta apenas o pescoço e alguns dedos. Ele tem atrofia muscular espinhal (AME), doença neuromuscular que provoca perda progressiva de força e, à noite, usa um aparelho para auxiliar na respiração. Aos 31 anos, mantém um escritório próprio, com oito colaboradores diretos e outros oito profissionais parceiros. No computador, não utiliza teclado. Com o mouse adaptado à mão, ele digita, clica, participa de videochamadas e acompanha processos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp 🔎 Segundo o Ministério da Saúde, a AME é uma doença rara, degenerativa, que interfere na produção de uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores. Essas células são responsáveis por funções vitais e movimentos voluntários, como respirar, engolir e se locomover. “Tem a secretária, tem a estagiária, aí elas já sabem como que é o caminho. Elas veem, já deixam o computador ligado, eu aproximo da mesa, eu tenho que pôr a mão em cima da mesa, elas me ajudam. [...] Tudo que eu faço hoje pelo computador é pelo mouse”, explicou. Jelres conta que o pai duvidou de sua capacidade e mandou que ele “se enxergasse” quando disse que queria ser advogado. Hoje, usa a própria experiência para atuar no direito à saúde. O g1 destaca a história nesta segunda-feira (21), Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Busca por acessibilidade desde a infância O desejo de atuar na área jurídica surgiu ainda na infância, aos 7 anos. No entanto, ele demorou a frequentar a escola. Os pais já haviam perdido dois filhos para a AME e temiam que a saúde de Jelres fosse colocada em risco. Aos 8, quando finalmente começou a estudar, encontrou uma estrutura sem acessibilidade. A escola não tinha rampa e…
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