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Advogada que sofreu pedido para 'abaixar a saia' ao entrar no TJ-GO questiona regra: 'Não pode haver julgamento subjetivo'

Destaques 04/10/2026 às 11:14
Advogada que sofreu pedido para 'abaixar a saia' ao entrar no TJ-GO questiona regra: 'Não pode haver julgamento subjetivo'
]]> Advogada denuncia pedido para ‘abaixar a saia’ para entrar no Tribunal de Justiça, em Goiâ A advogada Anabel Pitaluga, que sofreu um pedido para ‘abaixar a saia’ ao entrar no Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), contestou a abordagem ao pontuar que o acesso aos prédios do Judiciário não deve depender de avaliações subjetivas ou interpretações individuais de agentes de segurança sobre as roupas das mulheres. Em entrevista ao g1, Anabel destacou que o Tribunal de Justiça não tem competência para falar sobre a vestimenta do advogado e da advogada. Essa é uma competência que é exclusiva da OAB. "A regulamentação da vestimenta profissional da advocacia está inserida na competência da OAB, e não pode se apoiar em um critério puramente subjetivo e arbitrário, principalmente quando o regulamento não traz parâmetros objetivos e a competência legal sobre a vestimenta da advocacia cabe apenas à OAB”, ressaltou. Advogada denuncia pedido para ‘abaixar a saia’ para entrar no Tribunal de Justiça, em Goiânia: ‘Constrangida’ O caso aconteceu na tarde de terça-feira (29), em Goiânia. Após ser repreendida, a advogada relatou ter se sentido constrangida. Ela contou que estava ao telefone quando ouviu uma segurança que fica próxima às catracas da entrada dizer: “Pede para ela abaixar a saia, porque está curto e é proibido entrar assim”. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O nome da segurança não foi divulgado. Em nota enviada ao g1, o TJ-GO disse que tomou conhecimento do relato e que o Gabinete Militar, responsável pelo controle de acesso, apura as circunstâncias do fato. Disse ainda que equipes de recepção e segurança receberão nova orientação sobre a norma e que o Tribunal está à disposição da advogada e da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Goiás (OAB-GO), para tratar do caso (leia a nota na íntegra ao fim do texto). Ao g1, a OAB-GO informou que acompanha o caso e reiterou que o livre acesso dos profissionais da advocacia às dependências judiciais é garantia basilar do exercício profissional e da ampla defesa e que cabe à OAB disciplinar sobre a roupa dos profissionais. Disse ainda que prestou apoio integral à colega e que mantém diálogo institucional com a…
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