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Ações em massa e pouco repasse a clientes: como funcionavam esquemas de advogados investigados por fraude no interior de SP

Destaques 20/10/2026 às 13:59
Ações em massa e pouco repasse a clientes: como funcionavam esquemas de advogados investigados por fraude no interior de SP
]]> Gaeco mira advogados por fraude milionária contra aposentados na região de Ribeirão Preto Advogados investigados por fraude em Ribeirão Preto (SP), Franca (SP) e Altinópolis (SP) usavam idosos e aposentados como autores de milhares de ações contra bancos e ficavam com parte do dinheiro ganho na Justiça, segundo documentos da investigação do Gaeco aos quais o g1 teve acesso. Em Altinópolis e Ribeirão, os clientes eram atendidos em uma empresa do pai do advogado Guilherme Menna Barreto Gentil, preso nesta terça feira (20), e vendiam a ela, por valores baixos, o direito ao dinheiro dos processos. Em Franca, o grupo investigado usava listas com dados de aposentados, lives com influenciadores e uma mesma procuração em várias ações. As operações Libelo e Garatéia cumpriram 11 mandados de busca nesta terça-feira, e a Justiça bloqueou até R$ 6,1 milhões em bens, somados os dois casos. Guilherme foi preso em flagrante depois de, segundo a Polícia Militar, jogar equipamentos eletrônicos pela janela do apartamento quando as equipes chegaram. Segundo o Gaeco, os dois grupos são distintos. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A defesa de Guilherme diz que ele não cometeu fraudes nem ficou com dinheiro de clientes. O advogado de dois investigados de Franca afirma que eles atuam dentro da lei. O g1 procurou os demais investigados e as empresas citadas, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem. (leia mais abaixo) Advogados são investigados por esquema de fraude em ações em nome de aposentados e pensionistas na região de Ribeirão Preto Kaique Castro/EPTV Libelo: como funcionava, segundo a investigação A Vara de Altinópolis estranhou o volume de ações ligadas a Guilherme: são mais de 2 mil só na cidade, muitas em nome de idosos. Chamados pela Justiça, vários autores disseram não saber quanto dinheiro tinha sido liberado nem que tinham vendido o direito de recebê-lo. Atendimento: os clientes eram recebidos na Desenrola, empresa do pai de Guilherme que funcionava no mesmo prédio do escritório dele, em Altinópolis. Lá, funcionárias recolhiam documentos e colhiam a assinatura da procuração, o documento que autoriza o…
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