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Abuso sexual e tortura: 6 são presos em operação que apura crimes em clínicas clandestinas de Montes Claros

inicio 23/09/2026 às 17:02
Abuso sexual e tortura: 6 são presos em operação que apura crimes em clínicas clandestinas de Montes Claros
]]> Momento em que alguns dos presos chegam na viatura da PCMG Jhullie Rodrigues Seis pessoas foram presas durante a Operação Refúgio Seguro, em Montes Claros. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a ação investiga crimes cometidos dentro de clínicas clandestinas. Dez vítimas de abuso sexual já foram identificadas. De acordo com a delegada Karine Maia, os abusos sexuais eram praticados principalmente pelo proprietário das clínicas, preso durante a operação. Os outros alvos são funcionários dele. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, o que dificulta a localização de suas defesas. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp ➡️Contexto: A Operação Refúgio Seguro é um desdobramento da Operação Amparo. Na ocasião, duas adolescentes foram resgatadas e 16 mulheres foram encontradas em condições precárias, dormindo no chão e sem higiene adequada. Também foram encontrados medicamentos e receitas médicas em branco. Segundo a investigação, o proprietário mantinha relações sexuais com internas por meio de chantagens, ameaças e oferta de vantagens. "Além das agressões físicas, da tortura, ele também mantinha relações sexuais com essas meninas, chantageando-as, que se tivessem relação sexual, ele ia deixá-las sair, ir embora mais cedo da clínica, senão ia mantê-las lá. Ou às vezes [chantageando-as] com ameaças, às vezes oferecendo dinheiro para as meninas, oferecendo droga." A Polícia Civil acredita que os familiares das vítimas não sabiam o que ocorria dentro das unidades. Conforme a delegada, durante as visitas, os funcionários monitoravam as conversas e intimidavam as internas. "Todas as vezes que familiares iam visitar, essas pessoas que agrediam as meninas ficavam perto para observar o que que elas falavam com os familiares. E sempre ameaçando que, caso elas falassem alguma coisa, iam ser agredidas posteriormente." As irregularidades começaram a ser detectadas após visitas feitas pela Vara da Infância e Juventude. "O Ministério Público começou a fazer um trabalho de visita nessas instituições e detectou que tinha crianças junto com maiores, que as condições eram sub-humanas, que tinha irregularidades com relação a remédios, ao tempo…
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