A volta do relógio analógico como item desejado entre as fashionistas
Rio de Janeiro07/10/2026 às 17:51
]]> Quando foi a última vez que olhamos as horas em um relógio de ponteiro? Pois é. Durante uma década inteira, o celular resolveu essa função pra gente. O pulso ficou livre ou ganhou um smartwatch que conta passos, mede batimento e manda notificação do grupo da família às sete da manhã. Prático? Muito. Charmoso? Nem sempre. E é exatamente aí que a moda entra com a sua velha mania de dar uma volta e reaparecer onde a gente menos espera. O relógio analógico voltou, e voltou com força. Não como objeto utilitário, mas como joia, como peça de memória, como aquele toque final que deixa um look com cara de pensado. Initial plugin text Da passarela para o pulso Nas últimas temporadas, a gente viu desfiles de grifes importantes apostando em relógios pequenos, de pulseira fina, muitas vezes usados por cima da manga da camisa ou do punho do suéter. Sim, por cima! O styling transformou o relógio em protagonista, quase como uma pulseira com função. Nas ruas das semanas de moda, o street style confirmou: fashionista que se preza está de relógio dourado, mostrador mínimo e zero preocupação em saber se ele marca as horas certas. Modelos clássicos de mostrador retangular viraram objeto de desejo, mas os relógios digitais retrô dourados, aqueles que a gente usava nos anos 80 e 90, também ganharam status de peça cult. E a geração mais jovem, que cresceu com tela na mão, descobriu no ponteiro uma espécie de charme analógico, do mesmo jeito que redescobriu o vinil e a câmera de filme. Por que agora? Tenho uma teoria, e vocês me digam se faz sentido. Num mundo em que tudo é instantâneo, notificação e pressa, usar um relógio analógico é quase um ato de resistência. É escolher um objeto que não vibra, não cobra, não te avisa que você ficou três horas no Instagram. Ele só está ali, bonito, contando o tempo de um jeito mais calmo. Tem também a questão do valor afetivo. O relógio é das poucas peças que passam de geração em geração. Quantas de vocês têm guardado o relógio da mãe, da avó, do pai? Essa é a hora de tirar da gaveta. Um modelo antigo, com a pulseira um pouco gasta, tem uma história que nenhuma peça nova consegue comprar. Como usar no dia a dia Agora vamos ao que interessa. A…
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