A uma semana do 2º turno, denúncias de assédio eleitoral no DF já superam total de 2022
Destaques19/10/2026 às 18:55
]]> Cabine de votação nas eleições Duda Fortes/Agência RBS Levantamento do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF) aponta que a capital já registrou 64 denúncias de assédio eleitoral até essa segunda-feira (19). A seis dias do segundo turno, o número já supera as 58 denúncias registradas em todo o ano de 2022. 🔎 O MPT define o assédio eleitoral como "qualquer forma de coação, intimidação, ameaça, humilhação ou constrangimento praticada no ambiente de trabalho para influenciar ou impedir o voto de uma trabalhadora ou de um trabalhador". Entre as denúncias, estão a convocação para manifestações políticas em dias de folga, fim de semana e até no meio do expediente. Os trabalhadores denunciam ainda a distribuição de material de campanha, ameaças de demissão, retaliações e promessas de vantagens para votar no candidato indicado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. Os casos também apontam para violações ao direito de ir votar no dia do pleito. Segundo o MPT, três registros feitos no fim de semana do primeiro turno --- 3 e 4 de outubro --- acusam "liberação por tempo insuficiente para deslocamento e votação, cobrança de horas negativas e ameaça de abertura de processo administrativo que poderia resultar em suspensão ou demissão por justa causa". Uma das denúncias, contra o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), foi divulgada pelo g1. Na ocasião, o MPT recomendou que a organização retirasse o limite de duas horas de ausência para votar. 🔎 O Iges-DF é uma organização vinculada ao governo do DF responsável pela gestão do Hospital de Base, Hospital Regional de Santa Maria e Hospital Cidade do Sol, além de todas as 13 UPAs do Distrito Federal. Assédio eleitoral no trabalho: como identificar e denunciar Na recomendação, o MPT pediu que a empresa "assegure aos trabalhadores escalados no dia das eleições tempo suficiente para votar, sem limitar a ausência a duas horas nem exigir autorização prévia do gestor para períodos superiores". Segundo o Ministério Público, já foram expedidas 28 recomendações, quatro ações civis públicas e um Termo de Ajustamento de Conduta. MPT também emitiu 40 recomendações…
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