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Jovem Rio News

A revolução de 40 anos do Grupo Cene e a transformação do home care no Brasil

Destaques 23/10/2026 às 19:17
A revolução de 40 anos do Grupo Cene e a transformação do home care no Brasil
]]> Grupo Cene celebra quatro décadas como referência na consolidação e expansão da atenção domiciliar no Brasil Grupo Cene/Divulgação Há quatro décadas, quando se pensava em atendimento ao paciente fora do ambiente hospitalar, era algo restrito a arranjos pontuais, informais e sem qualquer padronização técnica ou operacional. Não havia estrutura para o cuidado da saúde em domicílio, e a expressão “home care” pouco se falava no Brasil. Embora não se escutasse, uma enfermeira chamada Sueli Noronha Kaiser, que vivia a rotina dos hospitais, observava e se incomodava com a permanência de pacientes naquele ambiente exclusivamente por não haver uma alternativa estruturada para seguir o tratamento em casa. A inquietação de Sueli foi a ignição para, em 1986, fundar o Grupo Cene. Ao completar 40 anos de história, o Grupo Cene reflete uma trajetória que se confunde com a própria consolidação da atenção domiciliar no país. Dos primeiros anos de aprendizado até chegar aos mais atuais, com um aparato tecnológico que tem revolucionado o home care, o grupo acompanhou cada capítulo, sem nunca deixar de lado a convergência entre técnica, humanização e inovação no cuidado à saúde. Rigor técnico na intimidade da família Nos anos 1980, falar em transferir o cuidado de um hospital para dentro de uma residência soava como um imenso desafio. Naquela época, os recursos eram escassos, as rotinas precisavam ser inventadas do zero e não havia manuais ou legislações consolidadas para balizar a atuação multiprofissional no domicílio. Para a fundadora do Grupo Cene, o ponto de partida foi entender que a assistência em casa exigia uma sensibilidade que ultrapassava os limites dos manuais de enfermagem. Diferentemente do ambiente controlado do hospital, o home care exigia adentrar a rotina, os medos, os hábitos e as fragilidades de toda uma estrutura familiar. “Nosso objetivo era mostrar que a assistência representava uma extensão segura da terapia clínica. No início, levávamos para dentro de casa aquilo que o hospital oferecia, mas sem perder algo essencial: o olhar voltado para o ser humano. Dentro de casa, entrávamos também na vida daquela família. Por isso, o cuidado precisava ser…
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