61 candidatos em SP informaram redes sociais de forma irregular à Justiça Eleitoral, aponta levantamento
Destaques09/10/2026 às 08:00
]]> Toffoli suspende campanha de Renan Santos à Presidência da República Um levantamento feito pelo g1 identificou que 61 candidatos que disputaram cargos em São Paulo em 2026 registraram de forma irregular seus perfis oficiais de redes sociais junto à Justiça Eleitoral. Há candidatos a deputado federal, estadual, ao Senado e até ao governo. Os partidos que mais incorreram no erro foram o Mobiliza, com 15 candidatos na lista, a UP, com 13 candidatos e o Missão, com 9. Em vez de informarem o endereço completo das contas, como determina a legislação eleitoral, eles preencheram apenas o nome de usuário precedido de @, sem apontar a URL com "www" (lista completa abaixo). O g1 procurou os partidos, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Os casos aparecem nos dados públicos do registro de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre os nomes estão candidatos de diferentes partidos, mas os que mais recorreram à prática foram políticos do Mobiliza, UP e do Missão. A exigência ganhou destaque após uma decisão do ministro Dias Toffoli, do TSE, que restringiu a campanha digital do candidato derrotado à Presidência Renan Santos, também do Missão, por considerar que houve omissão estratégica de perfis de redes sociais informados fora do prazo. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que há uma diferença importante entre um erro formal de preenchimento e a omissão de perfis efetivamente utilizados na campanha. Enquanto o primeiro normalmente exige regularização, o segundo pode configurar propaganda irregular e gerar sanções mais severas. Procurado pelo g1, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) informou que a informação dos canais de propaganda oficiais assegura a transparência e viabiliza a fiscalização da regularidade por parte da Justiça Eleitoral, do Ministério Público, dos adversários e por toda a sociedade. O órgão destacou que a apuração de possíveis irregularidades de forma mais aprofundada depende da provocação feita por candidatos, partidos políticos, federações ou do próprio MP por meio de representações e ações judiciais. O TRE informou que, atualmente, tramitam 30 processos que tratam da falta de informação das redes sociais…
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