5 sinais de que sua cólica precisa mais que um analgésico
Destaques28/10/2026 às 20:34
]]> Na bolsa, quase sempre há uma cartela. Na gaveta do trabalho, outra. A cada mês, a mesma rotina: sentir a dor chegando, tomar o comprimido, esperar fazer efeito e seguir o dia como se nada tivesse acontecido. Quando o remédio resolve, a história termina ali. Quando não resolve, muitas mulheres só tomam mais um e aprendem a suportar. A cólica menstrual é comum: afeta de 50% a 90% das adolescentes, segundo revisão publicada no CMAJ, em 2021. Na maior parte dos casos, ela é causada por substâncias chamadas prostaglandinas, que fazem o útero se contrair, sem nenhuma doença por trás. Por isso anti-inflamatórios e contraceptivos hormonais costumam funcionar. Mas nem sempre. E, quando a dor persiste mesmo com o tratamento adequado, a pergunta muda: deixa de ser "como aliviar" e passa a ser "de onde ela vem". Quando o remédio deixa de ser a resposta A mesma revisão recomenda que a dor que continua por mais de três meses, apesar do tratamento de primeira linha bem conduzido, seja investigada por um ginecologista. O motivo é que, em alguns casos, existe uma causa que o analgésico não alcança. A endometriose, por exemplo, foi encontrada em até 70% das adolescentes operadas por laparoscopia justamente por causa da dor que não melhorava com anti-inflamatórios e hormônios. Isso não quer dizer que toda cólica forte seja endometriose. Quer dizer que a dor que resiste ao tratamento merece uma resposta, e não só mais uma dose. 5 sinais para não ignorar A cólica começou junto com as primeiras menstruações e foi piorando com o tempo; O remédio já não alivia como antes; A dor faz faltar ao trabalho, à escola ou a atividades do dia a dia; Ela aparece também fora da menstruação, na relação sexual ou ao evacuar; Há casos de endometriose na família. Por que tanta gente demora a investigar O diagnóstico da endometriose costuma levar de 8 a 10 anos, segundo estudo publicado na Physis, em 2019. Nesse trabalho, pesquisadoras ouviram 29 mulheres atendidas em um ambulatório de dor pélvica em Fortaleza, e elas passaram, em média, por 5,3 médicos até a suspeita da doença. Muitas ouviram que a dor era normal. Os autores atribuem parte do atraso à naturalização da dor feminina, tanto pela…
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