42 policiais do PR são afastados por esquemas de cobrança de propina em rodovias que ofereciam wi-fi de batalhão para pagamento por pix
Destaques09/10/2026 às 14:59
]]> Gaeco investiga cobrança de propina em rodovias do Paraná Pelo menos 42 policiais militares do Paraná, a maioria do Batalhão da Polícia Rodoviária estadual (PRE), foram afastados das funções operacionais por serem suspeitos de integrar esquemas de corrupção relacionados à cobrança de propinas em rodovias. As informações são do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MP-PR), responsável pelas investigações, que iniciaram em 2025. Segundo as investigações, eles chegavam a oferecer aos motoristas QR code para pagamento em Pix quando eles afirmavam não ter dinheiro em espécie para pagar a propina e o wi-fi do batalhão em pontos em que não havia sinal de internet na estrada. ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, obteve prints de mensagens trocadas entre policiais e motoristas que mostram que, quem pagasse as propinas, não era multado ou nem mesmo fiscalizado. É o caso de um motorista que chegou a dizer a um policial que queria beber antes de dirigir e perguntou quem estaria na fiscalização da rodovia. O policial respondeu que era ele mesmo e disse ao motorista que ele poderia "ficar sossegado". Veja no print abaixo. Investigações conseguiram trechos de conversas entre policiais e motoristas que pagavam propinas RPC As investigações são divididas em duas frentes: uma focada em esquemas feitos em rodovias da região dos Campos Gerais e outra em cobranças efetuadas em estradas da região central do estado. As operações foram chamadas de "Via Pix", pelo sistema de pagamento das propinas, e outra de "Rota 466", em referência à PR-466, rodovia que liga Guarapuava a Pitanga. Ao todo, pelo menos 50 policiais são investigados pelo Gaeco. Os nomes deles não foram divulgados. O g1 questionou o MP-PR se os outros 8 que não são citados como afastados continuam trabalhando em campo. Em nota, o órgão disse que há policiais militares "em relação aos quais ainda é necessário aprofundar as investigações" e que "não foi identificada, até o momento, a necessidade de requerer o afastamento de todos os investigados". "Considerando os elementos de prova disponíveis neste momento, o…
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